foi uma noite muito especial. o lançamento em sampatodos. muitos amigos. muitos abraços. amo as palavras, mas agora me escapa a certa que possa transmitir todo meu agradecimento e carinho por todos que passaram lá. adoraria dar o nome de cada um e dizer para cada um como aprecio nossa amizade. muitos conheci no dia, amigos blogueiros, do facebook, de amigos dos meus amigos, leitores que eu nem desconfiava. foi lindo.
erick, editor da draco, obrigada pela paciência e crédito. o livro ficou maravilhoso.
agora quero o retorno de vocês, que acharam do livro?
beijos
ale safra
p.s.: lançamento no rio de janeiro dia 02/02/12 às 19h na blooks livraria [praia de botafogo, 316]
breve, lançamento em são josé dos campos/sp.
para quem quiser o livro, segue link de duas livrarias danadas de boas.
Livraria MARTINS FONTES
Livraria CULTURA
29.1.12
Lançamento DEDOS NÃO BROCHAM, ED DRACO _ São Paulo
Adrienne Myrtes, EIS O MUNDO DE FORA,
Ed.Ateliê Editorial
Bruno Cobbi e Alexandra
Aline
Aleksandro e Elaine, amigos mais que queridos
Elaine e Drika. Adorooo.
Lançamento DEDOS NÃO BROCHAM, ED DRACO _ São Paulo
Fiz questão de abraçar meus amigos.
Analu Andrigueti, A Matadora de Orquídeas, ed Edith
Kizzy Ysatis, Diário da Sibila Rubra - O retorno das bruxas.
nem conto do que ríamos...rs
Minha amiga Su, lá da Livraria da Vila
Lançamento DEDOS NÃO BROCHAM, ED DRACO _ São Paulo
lá, estreou DEDOS NÃO BROCHA, ed DRACO
E foram tantos amigos compartilhar esse livro
Agradeço a Cia de todos. Tanto carinho!
nesta fila estamos todos. dasPalavras.
25.1.12
![]() |
| Foto de Ale Safra, Inhotim_Brumadinho_MG |
oii, will
alou alou anna anna, sabe que me alivia em 2012? é saber que a última tortura esotrashica será dia 12/12/12 às 12:12 e nunca mais na minha vida passarei por isso.
will, não te assusta saber que na próxima década de zero a doze você não estará mais aqui?
me assustaria se eu estivesse. felizmente 2013 não tem mês para piadinhas toscas e correntes do além.
por qual motivo você me impõe seu resmunguês hoje?
anna... não SUPORTO as festas de aniversário de são paulo...
e eu não SUPORTO a mídia com o neymar e o governo desse estado.
vamos tomar café na padaria?
aii will, procure uns sites pornos e me deixa em silêncio.
restaurante japonês às vinte?
fechado.
té menos.
té.
22.1.12
GERAÇÃO EM 140 CARACTERES
A Geração Editorial disponibiliza para download gratuito o e-book com os contos vencedores do Concurso de Minicontos realizado no ano passado. Neste e-book, dois minicontos de Alessandra Safra.
17.1.12
e
dois lados acenam
desconcertados.ela se alegra
será? se perguntam.
e cada qual cria sua lenda
e se divertem
no vale a nevoa embaça
o que há lá, além?
eles não sabem.
desconhecem
dar asas aos sapos
e colorir o estômago cinza
acena, brisa alivia
seres desencantados
acenam sentados
lançando verbos
no oceânico digital
azul
? há pontes
- ...
e
se vier
traga sua barba
11.1.12
dedos não brocham, ed draco
Lançamentos:
São Paulo. 27 de janeiro. 19h.
Livraria Martins Fontes, Av. Paulista, 509.
Rio de Janeiro, 02 de fevereiro. 19h
Blooks livraria, Praia do Botafogo, 316.
Conto com sua companhia.
Você vem?
beijos e ótimo 2012.
Ale
São Paulo. 27 de janeiro. 19h.
Livraria Martins Fontes, Av. Paulista, 509.
Rio de Janeiro, 02 de fevereiro. 19h
Blooks livraria, Praia do Botafogo, 316.
Conto com sua companhia.
Você vem?
beijos e ótimo 2012.
Ale
19.12.11
dente de leão
19/12/11 às 09:30
sms d.g: toma café comigo? tem pão com passas e leite batido com iogurte
19/12/11 às 09:35
sms anna: hoje não, querido. vou me dar bolo de milho com café.
18/12/11 22:30
sms d.g: toma café comigo? tem pão com passas e leite batido com iogurte
19/12/11 às 09:35
sms anna: hoje não, querido. vou me dar bolo de milho com café.
18/12/11 22:30
ontem sai deixando beijos num pedaço de papel. aproveitei seu banho, vesti minhas roupas e voltei pra rua. comprei sorvete de limão. caminhei até o metrô e choquei ao ver o movimento intenso da linha verde/azul. cheguei em casa. silêncio. fiz um lanche, avancei umas páginas do livro A Religiosa, de Diderot e fui tomar banho remoendo aquele materialismo. deitei na cama e abracei minha coberta vermelha. senti uma brisa da janela aberta renovar o ar e adormeci. sozinha.
13.12.11
retrato sedente

se a vontade é d'água
qualquer coisa outra
não mitigara minha sede
por mais que me agrade líquidos di-
versos
raspas miúdas
em casca de canela
você na fumaça
me disperso
perco o nexo
é uma peleja em passos noturnos
feito deslize de gato manhoso
sem peso nem pressa languido
criativo no ócio do desejo solo
discordo das convenções sufocantes
nunca quis maridos e filhos
e todo o peso secular dessas irritações
prefiro a vida dos gatos
vadios a perambular elegantemente
pelas camas nos tetos
é preciso coragem para ser gato?
e para ser e compreender
a liberdade em nós?
essa peleja não é fardo
mergulhar em águas apátridas
e refrescar essa sede
emancipada
9.12.11
pré-venda DEDOS NÃO BROCHAM, Ed Draco
boas notícias!!! a editora draco está fazendo a pré-venda do livro DEDOS NÃO BROCHAM com 20% de desconto e frete grátis.
O lançamento na livraria Martins Fontes, [av. paulista, 509 - será no dia 27 de janeiro de 2012 a partir das 19h].
oh! a edição é limitada, mas limitada mesmo. então é isso, amadas e amados, adoro compartilhar coisas boas com amigos e convido todos a dividir essa alegria comigo lá no lançamento.
becitos.
seu livro aqui
4.12.11
SAMPATODOS
disponível em livro.
Para adquirir seu exemplar segue o link das livrarias:
Livraria Martins Fontes
e
LIVRARIA CULTURA
O livro está lindo.
28.11.11
Alice
Adelle, você deve se lembrar de Alice, aquela garota cujas brincadeiras perigosas a mãe nos advertia quando éramos nós três naquele parquinho perto da casa da vó. ela se tornou para mim sua sombra, mais, foi meu riçar em noite úmida no quente fiar daqueles verões sobre a amoreira.
a casa dos pais dela ainda é a mesma, tem o mesmo número de telefone e as paredes descascadas lembram aquele amarelo, mas agora tá barroso e mais lúgubre e a amoreira não existe mais. conto essa história pelo fato de dezembro já anunciar seu bafo nas minhas lembranças. você sabe, não gosto de dezembro! tento evitar santa fé mas seu cadáver me chama e eu vou. ano passado não fui. agora preciso andar novamente em nossas ruas cheirosas e sei, irei até você num momento não determinado. vou me odiar por estar em santa fé diante de alguns dos vivos. mas vou amar estar entre mortos e ruas silenciosas em madrugadas frescas.
Alice hoje é um espectro, sabia? devo sinceramente confessar minha patológica e excêntrica necessidade em observá-la andrajo a encher meu corpo de paixão e vida. meu segredo. meu espinho. meu desejo estonteado. adoro mulher com ar de desespero, frágil e perturbada.
soube lá pelos tantos tombos dos dias que é difícil sair de onde nascemos. fugi de santa fé mas nunca pude fugir daquele fardo que santa fé calcou em nós. desisto de correr. simples e fato: cansei! conheci um homem e seu exemplo me fez compreender o quanto estou enojada de mim mesma por rebocar certas paredes que precisam cair. ele até me convidou para passar dezembro com ele, mas preciso ir até santa fé. é hora de retirar você desse túmulo úmido e dançarmos com Alice. ela vai gostar de saber que estou escrevendo sobre tudo. sim, tenho certeza que sim. Alice sempre gostou da possibilidade do perigo nas pequenas coisas. esse livro que carrego em cada átomo do meu corpo é um perigo em potência. não sei que buraco pode surgir quando uma parede eu descascar, um tijolo arrancar, uma telha cair ou uma viga balançar. não estou preocupada com isso, sei aliviada minha condenação à loucura. o veneno foi forte e devo até mesmo agradecer aos meus pais e conterrâneos a dose. gosto na maioria do tempo de ser quem sou, como sou e eles são responsáveis pelas coisas que penso e das coisas que posso fazer por não alimentar certas hipocrisias e crenças pastosas também. vou te explicar melhor depois, mas é bem simples.
vamos nós três, numa madrugada abafada prestes a despencar uma tormenta, caminhar de boca aberta em santa fé. disse por vezes a Alice e agora preciso me ouvir, mentir para si mesmo é mais doloroso. o pai da Alice é um ser da mais completa ausência de graça. quando vejo os olhos dela caídos e marcados eu sei que é o peso dele sobre ela. vou sentar ao seu lado, ela sempre vai à praça para tomar sorvete de ameixa no fim da tarde, vou lhe dizer assim: nossos pais não deveriam ter nos parido, eles não merecem se reproduzir e nós não merecemos a acre herança desses seres. e eu sei que ela vai responder: nenhum ser humano tem o direito de parir, pelo fato simples e irrefutável de que ninguém consegue ensinar amor. direi a ela que aqueles que deveriam nos ensinar a amar acabam por ensinar o contrário, mas vou acabar naquele meu velho discurso de que é preciso amadurecer e compreender as pessoas como elas são e não como, em nossa infância, sonhávamos que os pais deveriam ser. não tenho muita paciência para quem sente dó de si, lastima os pais que tem e se agarram num ódio paralisante. compreendo que exagero e simplifico, mas os pais são pessoas tão atormentadas como nós e penso, Adelle, em desobrigar os velhos ossos dos nossos pais e me emancipar, sabe, sair da função de filha para condição de ser autônoma. não, meu bem, nada é tão simples assim, mas algo precisa ser pensado e a única coisa a afirmar é: as pessoas precisam se perguntar se tem o direito de parir. deve ser doloroso ser pai e saber que nunca será possível ser o tal super-herói inventado para os filhos. talvez façam isso para alimentar a mentira da família e possam, na velhice, apresentar a conta [e parece que muitos tem filhos só pra isso], mas a quitação do débito é seis por meia dúzia.
vou dizer isso para mim quando falar para Alice. assim ao ouvir meu discurso percebo melhor minhas mentiras. em dois mil e doze vou contar tudo no livro. Alice vai gostar do perigo da história e eu não sei seus motivos. quando a chuva encharcar nossos ossos, no silêncio daquelas ruas largas e quando estivermos embriagadas pelo perfume de dama da noite, vou roubar flores para oferecer aos cabelos sebosos de Alice. vou passar a mão em seus seios e dizer que ela é linda assim toda estropiada. vou beijar sua boca com duas cicatrizes e passar a língua no seu rosto mirrado. vou encontrar um banco de jardim ou a moita mais verde, deitá-la e beijar seus pés rachados. irei dizer o quanto sua beleza arrebentada me deixa excitada e tecer os elogios mais verdadeiros sobre cada cicatriz do seu corpo magro. e enquanto eu amar Alice, você Adelle, irá de cócoras observar a grandeza do ato sem saber que gosto tem.
o mundo é um lugar inóspito e cada vez mais fragmentado, cansativo. pensei novamente nisso quando acordei nessa ensolarada manhã ao lado de d.g. e senti essa alegria boba da paixão. e perceber esse bem querer me faz repensar nas suas perdas, Adelle. daí eu o acordei com sexo inquieto e atormentado desses tão bons que eu gostaria que você estivesse aqui para ter as suas histórias, para sentir essa quenturinha e depois me contar cintilante sobre seus amores. é cruel você não ter vivido nada disso. e talvez a consciência das suas perdas seja a razão da impossibilidade do meu suicídio.
então sua morte é a garantia da minha vida? pensava enquanto ele beijava meu pescoço e perguntava o que eu queria para o café da manhã.
---------------------------
convite:
LANÇAMENTO DEDOS NÃO BROCHAM 27 de Janeiro de 2012, às 19h, na livraria Martins Fontes da Av. Paulista, 509
[em frente ao metrô Brigadeiro]
você vem?
facebook_convite:http: //www.facebook.com/media/set/?set=a.307948555890222.83478.100000252407673&type=1#!/events/143621742410503/
facebook: Ale Safra
Twitter: @dedosnaobrocham
e-mail: dedosnaobrocham@gmail.com
23.11.11
capa do livro DEDOS NÃO BROCHAM
LANÇAMENTO confirmado para dia
27 de Janeiro de 2012, às 19h
na livraria Martins Fontes da Av. Paulista, 509 [em frente ao metrô Brigadeiro]
meu primeiro livro (que assumo publicamente)
DEDOS NÃO BROCHAM
sua presença é o objetivo de todo esse trabalho, justifica todas aquelas tardes e noites que deitei os dedos no teclado pensando em você, DE MANHÃ eu nunca escrevo! para alguns - aqui nossa história poetizada (inventada) - sem nomes, sem medo. somente papel e tinta
e então, você Vem?
facebook_convite: DEDOS NÃO BROCHAM, Alessandra Safra
facebook: Ale Safra
Twitter: @dedosnaobrocham
e-mail: dedosnaobrocham@gmail.com
16.11.11
para não fugir de mim
![]() |
| Foto Ale Safra _ linha azul do metrô |
trilho no engano caminho lânguido
no dia do mundo habito
hábito
: luto
...
Disponível também nas livrarias:
Livraria Martins Fontes
e
Livraria Cultura
13.11.11
upps e o bom cidadão religioso
a favela da rocinha ganhou uma upp. é mais segurança para aquelas pessoas vítimas de tantos bandidos, tanto criminoso já foi preso. até o chefão do morro. veja que a polícia tá trabalhando muito bem. você viu na televisão, amor?
disse o cara de calça jeans, bíblia debaixo do braço, celular na mão, camiseta polo preta e sapatos marrons com franjinhas, para uma apática mocinha distraída com sua leitura bíblica.
eu arrepiada pensava, poxa meo, acabei de ver o filme a pele que habito e tá tão gostoso o filme ainda em mim...
sem piedade, o mocinho continuou sua saga quadrada: o rio de janeiro vai ficar limpinho. aí sim, será uma cidade maravilhosa.
corri procurar na bolsa meus fones de ouvido para salvar aquele resto do filme que perdia... não pense sobre o que ouviu! lembra daquela cena do filme que foi incrível, disse eu para mim mesma. metrô cheio, eu no meu canto aninhada do frio. mas que azar, esqueci os fones. agora toma todo esse lixo no juízo.
olhei em que estação estávamos, tiradentes. tantas ainda para a minha. é hoje. vou ficar de pé lá do outro lado, pensei. quando estava saindo, então o pior aconteceu. sem meus fones, sem a mocinha do lado responder nada, ele olhou para mim e continuou, puxando conversa - atrevido - sobre as upps e terminou com a seguinte bestialidade: deveriam montar uma upp em todas as universidades, para que esse bando de adolescentes estudasse de verdade e não ficasse na farra e vícios em nome de jesus. amém.
eu olhei para ele, olhei para a moça ao lado que abriu a boca para responder o amém como se fosse “saúde” após ouvir um espirro. e vi seu coque desgrenhado, saia longa, camiseta e tênis e total atenção à leitura da bíblia sagrada e cheguei ao ápice do entendimento do clichê popular: doido não deve ser contrariado.
pronto, perdi o filme. e só resta ligar para o will e contar isso para ele.
entende will, a pessoa sai da igreja, fica com a bíblia debaixo do braço e acessando a net pelo celular e querendo defender a ideologia em que foi adestrada pela mídia e igreja de que polícia é sinônimo de segurança. pior que perdi minha sensação com o filme. ladrão. esse cara é um ladrão!
querida, disse ao seguidor bolsonaro que polícia não é sinônimo de segurança? e polícia só existe dentro deste sistema para coibir, repreender e capturar todos (nem todos) contrários a este mesmo sistema dominante estabelecido. e na real as polícias fazem um serviço de contenção e [usando a palavra desse ser], “limpeza” daquilo julgado como sendo “lixo social”? e pior, criado por esse mesmo sistema dominante?
will, o cara é fanático! esse tipo de gente não escuta, apenas quer impor suas crendices de toda ordem. como eu poderia dizer que a polícia existe pelo nosso fracasso social? pela nossa impossibilidade de diálogo e acordo nas divergências; por conta de toda degeneração desse sistema capitalista? pela copa e olimpíadas que vem aí e não pelo próprio povo da comunidade carente?
docinho, somos um fracasso tentando ainda dar certo.
will, depois da inquisição, das senzalas, de mauthausen, agora as empresas capitalistas promovem um dos maiores horrores da história da humanidade. Estamos tentando dar certo? Humm, não uso os óculos de pollyanna, prefiro a lupas das hienas e, pelas lupas, não estamos tentando nada não. upp não reflete uma vitória da sociedade sobre o crime organizado, é a vitória do capital cuidando da cidade para receber dois eventos mundiais e garantir o fluxo do dinheiro.
é, doce, o assunto é mais assombroso que parece. acreditar que polícia é para nos dar segurança e não se ter o esclarecimento de que ela existe para conter os crimes que todos nós cometemos é lamentável. e essa massa acéfala num crescente viral é de desejar que um planeta chamado melancolia esteja em rota com a terra.
não, will, os gatos também morreriam e eles precisam do planeta para viver.
3.11.11
sms em madrugada fria
...
achismos implicam em erros grosseiros, por vezes cruéis. criam falsas noções e comprometem a verdade muitas vezes. são enganos curiosos. não?
humm, mas achar uma coisa de alguém vez e outra está correto.
sim, mas quase sempre é crendice martelando prego em areia. pensa: aquela pessoa acha uma coisa e acha o que outros acham e nunca me acha nesse novelo de achismos.
mas guria, tu também não acha isso que acha sobre aquele achismo?
acho -rs- mas sem muita sentença, logo não acho muita coisa. ao menos tento. a única certeza e verdade que tenho é essa ternura e desejo que não se transformam por esforços que eu faça.
então tu acha uma coisa e ele acha outra, correto?
parece que sim, will.
e por qual motivo não acham a coisa em comum? qual o problema com duas xícaras de café? por zeus, isso me cansa.
aí nem é o caso de um novelo de achismos, mas milhares deles. não ouso achar nada. me preservo disso.
já te aconselhei a esquecer esse assunto, mas diante da impossibilidade só lamento o desencontro. sabe que me preocupo e pouco aprovo essa história, mas é como já disse pra ti tantas outras vezes: espera que o tempo cura vinhos, queijos e desejos.
definitivamente, will, não posso me curar disso. o tempo ao curar queijos, vinhos e desejos os deixam ainda melhores.
aposta. arrisca guria. responda os e-mails e ama-
dureça.
achismos implicam em erros grosseiros, por vezes cruéis. criam falsas noções e comprometem a verdade muitas vezes. são enganos curiosos. não?
humm, mas achar uma coisa de alguém vez e outra está correto.
sim, mas quase sempre é crendice martelando prego em areia. pensa: aquela pessoa acha uma coisa e acha o que outros acham e nunca me acha nesse novelo de achismos.
mas guria, tu também não acha isso que acha sobre aquele achismo?
acho -rs- mas sem muita sentença, logo não acho muita coisa. ao menos tento. a única certeza e verdade que tenho é essa ternura e desejo que não se transformam por esforços que eu faça.
então tu acha uma coisa e ele acha outra, correto?
parece que sim, will.
e por qual motivo não acham a coisa em comum? qual o problema com duas xícaras de café? por zeus, isso me cansa.
aí nem é o caso de um novelo de achismos, mas milhares deles. não ouso achar nada. me preservo disso.
já te aconselhei a esquecer esse assunto, mas diante da impossibilidade só lamento o desencontro. sabe que me preocupo e pouco aprovo essa história, mas é como já disse pra ti tantas outras vezes: espera que o tempo cura vinhos, queijos e desejos.
definitivamente, will, não posso me curar disso. o tempo ao curar queijos, vinhos e desejos os deixam ainda melhores.
aposta. arrisca guria. responda os e-mails e ama-
dureça.
31.10.11
santa fé
![]() |
| foto de André Kertész |
no chiqueiro o porco quando puxado pelos pés
grita e grita grita grita grita e
gira minha cabeça na dor de saber
a marreta estala a testa e a faca no coração
mudez
no chiqueiro a porca alimenta os porquinhos
e a outra porca observa se ela sabe fazer isso
o porco discute com outros porcos como
no chiqueiro aprender a resistir
mas não há sublevações nem encantamentos
e eles continuam parindo porquinhos para alimentar
o dono da porcariada
os porcos quando puxados pelos pés
gritam e gritam gritam gritam
tapo meus ouvidos e assisto lars von trier
com os pés sobre para nada me arrastar
esse grito preso nos pés
é dessa vontade que não anda
tudo gira e grita e birra
e porcos se debatem
sempre que puxados pela trama
lá do chiqueiro da minha
infância
24.10.11
16.10.11
Vitor Ramil, Ramilonga
saudade é sal que seca minhas palavras e olhos/deixa em carne viva as plantas dos pés/caminhar pesa e não chego onde desejo encontrar abundância de oxigênio/preciso que me perdoe, Adelle/não pude nos proteger/éramos crianças/preciso olhar nos olhos daquela mata e sacudir o sal/esse peso não é meu/solidariedade começa com o sol ao iluminar meu entendimento/acredito que ao escrever sobre nós/desatará esse pó
da garganta/essa peleja diária/esse espinhoso chão forrado pelo descascar da paineira/o sol já aquece meu dedo do pé/mas minhas atitudes entregam os segredos lá do fundo da carne conservada no sal/eu não entendo Adelle/você me engana ao dizer mancinha que tudo está bem/você se aproveita do escuro para me presentear sádicas surpresas/queria ser freira mas não tenho fé/viveria num desses claustros com voto perpétuo de silêncio/assim nunca mais diria seus nomes.
contei ao will sobre você, ele chorou/eu disse que muitas mulheres e homens nunca poderiam ter filhos/falei do egoísmo atroz que é amarrar um novo ser nessa miséria humana/essa farsa de milênios/falei das consequências dos atos que comprometem as próximas geração/ falei dos avôs/will me abraçou/disse que preciso começar a deixar o peso já nas palavras/fez muito sentido pra mim/quem sabe vou desengasgar ao tirar da palavra o espinho/eu não poderia nunca ser freira/deus morreu quando chamei por ele naqueles dias e ele não veio/descubro rápido as mentiras que me contam/lembra Adelle, aqueles dias? tomei caixas de remédios e ganhei uma garganta ferida até hoje/mas relendo as cartas que te escrevi/contanto sobre tudo/percebo que amainei o verbo/mastiguei os conceitos e cuspi no pé para cicatrizar as chagas provocadas pelos espinhos das paineiras quanto tentei abraçá-las/um dia um pouco de ar chegou até meus pulmões/e percebi que nem tudo é ruim/o abraço da vó me salvou/sem a vó hoje estaríamos juntas/eu não quero estar com você, Adelle/não agora que outro abraço me fez respirar ainda melhor/will também gosta dele/eu também gosto dele/mas gosto mais de respirar, puxar bem fundo o ar e deixar ele sair/oxigênio, vento, vendaval, chuva me faz respirar melhor/é bom respirar bem fundo soltando o ar/devagar/da uma noção do que é ser leve/mas você Adelle/é um resto encardido que volta sempre que ela me força a dizer: mãe
excertos modificado de romance em desenvolvimento
12.10.11
a vida não vale um conto
a vida não vale um conto, nem eu
nem
tarde ar-dida lá vem a lua minguando nós
ando entre janelas virtuais evitando o que
dedos viciados levam teu nome aqui
coisa gasguita é pedra e tropeço
ai
ai se meus pés tomarem o caminho
da vontade dessa pele
a vida não vale uma beira de ira
irá decalcar o sol na sua cama?
nós em zilhões de átomos
e conceitos
nada concertam
nada consertam
nada
desassisada não valho nota
mas ai quando leio suas excursões
num aparente desvio de corpos em relação
ao sol
sei da dureza da cama fria
sua minha nuca um filete de pó
daqueles que enterram os delírios
para curar a vida do desejo
tento amar como um animal
faço sexo com as palavras
9.10.11
meus olhos femmélicos
![]() |
| Foto de Hlio Faria, via album facebook: Elida e Débora |
(semanas passadas também)
três vezes
me apaixono assim
feito fa-
ísca que explode na cabeça
de um fósforo passivo
on-
tem
...
DISPONÍVEL NAS LIVRARIAS:
Livraria Martins Fontes
LIVRARIA CULTURA
1.10.11
como abraçar espinhos?
paine-
ira cresce aguda e definha
no tempo
faz cair espinhos
não vou esquecer. mas preciso não
espetar os olhos
Adelle, minha espinhosa memória
não conto penas, sigo e
me livro dessa vontade encardida
em desejar roubar de mim
a vida. cansei da mentira que me conto
fingir sua inexistência me queda.
não vale se não for inteira
a vida.
meus olhos denunciam você em mim
minhas mentiras contam você em mim
minhas palavras te darão outros significados
quando os espinhos pararem de me espetar
saberei o que não sei que sou.
livre
![]() |
| Foto de Ale Safra - Curitiba 30/09 |
paine-
ira cresce aguda e definha
no tempo
faz cair espinhos
não vou esquecer. mas preciso não
espetar os olhos
Adelle, minha espinhosa memória
não conto penas, sigo e
me livro dessa vontade encardida
em desejar roubar de mim
a vida. cansei da mentira que me conto
fingir sua inexistência me queda.
não vale se não for inteira
a vida.
meus olhos denunciam você em mim
minhas mentiras contam você em mim
minhas palavras te darão outros significados
quando os espinhos pararem de me espetar
saberei o que não sei que sou.
livre
29.9.11
encanta
discurso
calça jeans e camiseta
vermelha
é a língua que chama
de-
canta
e molha a lua
salvei na retina
aquela foto
para te reconhecer
no metrô
se você vier
e tirar a dúvida
sentada ao meu lado
essa viagem teria sabor
se sua boca estivesse nas minhas
calça jeans e camiseta
vermelha
é a língua que chama
de-
canta
e molha a lua
salvei na retina
aquela foto
para te reconhecer
no metrô
se você vier
e tirar a dúvida
sentada ao meu lado
essa viagem teria sabor
se sua boca estivesse nas minhas
24.9.11
carta para minha casa
![]() |
| Foto de Ale Safra - Curitiba 23/09/11. |
fui até você no instante em que senti o cheiro da grama cortada. aí de casa, hoje salivei saudades. quase duas semanas você fechada. há abstinência aguda em nós pela falta uma da outra! pela a falta em remexer os autores na estante. da água do chuveiro, aquele pingo torto, sabe? relembro melancólica pequenas coisas que jurei consertar. até dos passos em saltos altos da vizinha do apartamento de cima eu relembro e suponho outras roupas e destinos, só para diminuir a distância e passar esse tempo.
por ser siamesma a gata de rua, não temos aí em casa, gatos. nem plantas para conversar e me sentir mais família. nem percebi que a vizinha de porta (aquela cuja paga pelo filtro de café emprestado, nunca foi quitada), se mudou. fui vencida na briga contra o lençol preso sob a cama e relembro deitada nesse mesmo lençol preso e esterilizado, as páginas abertas dos livros (interrompidos) sobre a mesa de trabalho aí da sala. tudo em hotel é muito farto e arrumadinho. anseio ouvir o barulho das chaves abrindo você pra mim. as vezes acho que ouço o telefone de casa tocar: um parente que devo me esquivar? (te pergunto). will chamando para um cinema na augusta? mariana querendo caminhar, tomar sopa na padaria ou um chá e conversinhas? qual dos meus amigos (escrevinhadores) querendo um encontro num café da paulista? uma palestra de literatura? outra de filosofia? e eu, tão aqui! sem ninguém pra dizer “você se lembra quando a gente...” e me sentir mais perto de você.
longe assim da coberta vermelha, fico deprimidinha. a distância realça importâncias. entrar em você é recomenhecer meu universo nesse avesso do tédio. meu útero de paredes nesse deserto histérico de monólogos débeis. pisar em você é como caminhar na minha infância, aquela dos dias ensolarados e leves.
21.9.11
Pôr à vista
atinar palavra
para mergulhar
ou paredes rebocar
medo. breve o instante finda para ser silêncio
me- eterno.
dou tudo.
me- nessa comparação com Tempo,
deixa no instante não cabe ré.
sem palavra é tijolo
sede esquerda ruge a vida. do tempo é minha inveja
resposta para isso [...]
revira , floresce, rouba
sou minha pra me dar
se me toma, te tomo
liberdade também é
ficar
saliva
meninas
viramos duas numa noite fria
ais
tenho poucas vergonhas para me orientar. certeza apenas que liberdade é entrar em casa, fechar a porta e encontrar o mesmo: silêncio.
há tantos meios para negar essa vontade. tentei e perdi. me apego ao tempo na esperança infantil e covarde de que tudo passe, mas quem passa é o tempo e roubo de mim: memórias.
o ar está seco, minha pele precisa suar. a sede aumenta e a cada palavra trinca tijolo e cai expondo o que eu deveria proteger. tento rebocar negar correr sublimar transformar mas não consigo. apesar das contradições, essa vontade insiste.
expectativas vendidas em prateleiras românticas são péssimas para o fogo
do dia
olho para os lados,
medo de atravessar
me atravessa o medo
eu falo sozinha.
para mergulhar
ou paredes rebocar
medo. breve o instante finda para ser silêncio
me- eterno.
dou tudo.
me- nessa comparação com Tempo,
deixa no instante não cabe ré.
sem palavra é tijolo
sede esquerda ruge a vida. do tempo é minha inveja
resposta para isso [...]
revira , floresce, rouba
sou minha pra me dar
se me toma, te tomo
liberdade também é
ficar
saliva
meninas
viramos duas numa noite fria
ais
tenho poucas vergonhas para me orientar. certeza apenas que liberdade é entrar em casa, fechar a porta e encontrar o mesmo: silêncio.
há tantos meios para negar essa vontade. tentei e perdi. me apego ao tempo na esperança infantil e covarde de que tudo passe, mas quem passa é o tempo e roubo de mim: memórias.
o ar está seco, minha pele precisa suar. a sede aumenta e a cada palavra trinca tijolo e cai expondo o que eu deveria proteger. tento rebocar negar correr sublimar transformar mas não consigo. apesar das contradições, essa vontade insiste.
expectativas vendidas em prateleiras românticas são péssimas para o fogo
do dia
olho para os lados,
medo de atravessar
me atravessa o medo
eu falo sozinha.
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| ENSAIOS: Poses Paulistanas, de GAL OPPIDO |
17.9.11
fabulação
ectoplasma palavra
vontade finda nos dedos
aponta esfarrapada
dúvida
verbo turvo rodo-
pia e plasma brasa
vontade
sua
minha pele tá
para suas leituras
em braille
plasme meus ais
me escuta
vontade finda nos dedos
aponta esfarrapada
dúvida
verbo turvo rodo-
pia e plasma brasa
vontade
sua
minha pele tá
para suas leituras
em braille
plasme meus ais
me escuta
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14.9.11
paredes em tecidos presídios?
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| foto de Carol Bottacin mais aqui |
parede em tecido
presídio?
daqui olho e creio
um crime
contra a mulher: lá
aqui os crimes são semelhantes
dissumulados nas formas
mas
ainda crueis
na boquinha da garrafa,
salário & trabalho,
privado e público,
nas mães que implantam
rosas / azuis
será que a presidenta
recebe menos que os presidentes?
panos pesados
meu olhar sobre lá
reconhece o grito
a-
qui
panos leves
ou nada. que é essa mulher?
como aquela emburcada
enxerga quem pouco pano usa?
2.9.11
um trago de bukowski e nada mais
| desonhecido |
não seria eu?
quanto deixarei de ser eu para ser sua?
...
DISPONÍVEL EM LIVRO TAMBÉM NAS LIVRARIAS:
LIVRARIA MARTINS FONTES
LIVRARIA CULTURA
inspiração livre em fabulário geral do delírio cotidiano, de bukowski - ed l&pm.
18.8.11
mas turba ação
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| foto de Gal Oppido. Ensaio: Vestes |
Anna,
Outro dia, enquanto passava as roupas da família e olhava para a montanha que vejo de minha janela, comecei a pensar na masturbação. Concluí que ela é uma das mais sutis formas de ficção, de invenção de enredos. Mais que isso, lembrei-me da distinção/comparação que Valéry faz da poesia (dança) e da prosa (marcha) e associei a beleza na masturbação feminina à primeira por conta de suas volutas, pois, embora ela tenha começo, meio e (se bem sucedida) fim, dificilmente evolui sem amarrotar linhas.
Preparando o jantar, continuei a pensar e verifiquei que ela vai além da própria invenção de histórias, unindo à ficção a fricção, ou seja, unindo à palavra o ato. É uma forma corajosa de realizar, por um breve momento, um tipo de unidade dialético-ontológica humano-animal. Será que por isso a recusa de muitas meninas em abrir esses fatos?
Mas escrevi esse e-mail apenas para dizer que hoje, antes de dormir, na solidão do banho, fiz poesia com teu nome.
Beijos de sua leitora diligente,
eunice
para m.g.
13.8.11
A elegância do ouriço
10.8.11
se você vier/ pro que der e vier/ comigo/ eu lhe prometo o sol...*
5.8.11
xaienny, minha deusa te falo
na esquina de casa tem uns travestis e xaienny é a estrela na periferia dos meus delírios. mas nunca quis ficar comigo. eu a presenteio com batons, rendas, perfumes, bijuterias. outro dia lhe paguei um café. em outro a levei ao médico para saber dos resultados de uns exames. xaienny aflita fez promessas pra santinha. tentei avisar da inutilidade dessas crenças, mas ela disse que era feliz se enganando com isso. pediu batendo cílios longos, aí todos os meus argumentos ateus foram para baixo dos seus saltos plataforma. ela me chama de macho canalha. rimos. sou louca por ela.
3.8.11
mal chamado amor
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| Foto de Ale Safra |
will, seu colo é feito balancinho de parque. faz o amor malogrado ridículo.
sei, mas anna, preciso dizer algo deveras.
você também está sofrendo de amor, will?
não, não é isso. bom, só quero dizer que acho preocupante toda semana tu falar de um amor diferente.
como assim? não é o mesmo?
meu bem, consumismo é horrível, humano então é criminoso. e saia do meu colo. chega de charla.
will, quando dos meus quinze anos escrevi o seguinte texto. eu já desconfiava desse mal chamado amor, escuta:
de olhar neste céu amplo multicor
vem-me passada lembranças
ao brindar com fervor
as loucuras que passou.
adolescente,
rio ao ver-me adolescente
inesperiente fugindo do amor
diziam-me que este era inocente
mas nunca acreditei
ao ver amigas em prantos sofrentes
deste mal chamado amor
essa poeminha forjado não tem fim
felizmente, anna, é péssimo como todo poema de adolescente contemporâneo.
mas o fato, will, é que amor pode não ser natural. quero dizer, como o ciúmes, talvez pode ser adquirido pelo mal hábito das relações...
para! chega disso agora! anna, são duas da manhã, e não mereço isso.
nem eu, will. posso dormir na sua cama?
venha.
31.7.11
27.7.11
fragmento
![]() |
| foto de Ale Safra |
...
ontem, durante o café da manhã, conversei com você. mas confesso que sempre converso. no metrô. no ônibus. durante minhas idas e vindas pelas ruas. nas compras do supermercado. até mesmo quando converso com outras pessoas eu converso com você. no cinema, na livraria, no banho, no trabalho. em viagens e antes de dormir eu conto minhas poucas verdades e quero saber o que você pensa sobre elas. durmo mas não tenho sonhos. acordo e não tenho força para encarar que há tempos não ouço meu nome na sua boca. então esqueço isso e tomamos café novamente.
2009.
texto encontrato entre folhas de caderno.
26.7.11
brisa
feito vento frio quando bate,
nota de música arrepia o
gosto salgado em cor de mel-
ancia: essa querença
quero seu colo ateu e mãos sádicas
saliva ácida e adorável companhia
melhor de nós, meu bem
é nessa conformidade sem pesos,
nesse amor sem cristianismo
não pedirmos pra ficar
amo nossa história, B.
23.7.11
parede tangencial
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| Adriana Varejão, Linda do Rosário, 2004, foto Eduardo Eckenfels |
Texto disponível no livro DEDOS NÃO BROCHAM, ed. Draco.
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15.7.11
das cartas vermelhas
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