29.9.08

Ambigüidade.

Sobre meus afetos digo:

- que gosto do corpo feminino, pois me remete ao deleite dum parque de diversão com seus doces, seus caminhos convidativos e brinquedos delirantes, pelas emoções e sons durante o sexo, pelo riso e o olhar de desejo, pelo afeto e acolhimento quando gozam. Mas que fujo delas quando se transformam loucas.

- que gosto da força do corpo masculino, das mãos que me apertam e levantam pela bunda, da aptidão em mensurar força, fúria e desejo quando me penetram. Da racionalidade e linearidade no convívio. Mas que fujo deles quando se transformam cruéis.

Não posso estar no mundo sem os dois afetos, mas não posso conviver nem com a loucura e nem com a crueldade.
No entanto, será que sou eu a deixar as mulheres loucas e os homens cruéis? Não pude deixar de me observar neste jogo. Posso eu então, fugir deles para que não testemunhem minha crueldade e loucura? Talvez sim, pois sou tão louca e tão cruel quanto meus amantes. E isso não é retórica, é fato! Sou perigo, posto que sou fogo e em quase nada meu coração entrego.

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