29.11.08

Que os poetas me perdoem, mas amor é questionável


retirado para edição impressa

5 comentários:

  1. O problema não é o amor em si, meu anjo. Mas a forma com que as pessoas idolatram as palavras de forma tão absurda que acabam emprestando a elas o sentido que lhe convém.
    Amor é uma coisa ampla, abissal, variável, acachapante... é aquele tesão absurdo que se sente pela pessoa com quem se está, mas que também se sente por outras em formas e conteúdos variados.
    O amor esta longe de ser aquela pombinha estéril voando de colo em colo. Pelo menos para mim o amor é carne, pele... é algo grande demais para ficar preso aos conceitos restritivos de uma sociedade tola que vive presa aos temores de Deuses implicantes e vingativos. Deve ser por isso que poucas pessoas vivem e sentem o amor, elas pensam que é aquele negócio que aparece na novela.
    De um modo geral vc está certa. Esse amorzinho rastaquera de poesia bem comportada e novela de televisão nem pode ser reconhecido. Isso é pieguice pura.
    Mas sei lá...Também falo tudo em teoria. Mas amor pra mim é gozo entre dois...ou mais...sei lá...isso pra mim é um fato...rs

    Beijão

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  2. Belíssimo texto...

    Estou aos poucos lendo todos eles,o que vc fala sobre a culpa é claro como a natureza profunda do ser feminino...
    Possso adicionar sua página no meu blogue?

    http://hidradissoluta.blogspot.com/

    Beijos

    Luciana

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  3. Adoro seu blog. Esse texto é profundo.
    O amor é um questionamento eterno, os poetas são sonhadores e usam das palavras para trazê-lo para mais perto de nós...mas não tem como...ele é questionavél.

    Parbéns.

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  4. Olá.

    Na minha perspectiva há palavras que são mesmo dificeis de definir, e o Amor é uma delas.
    As palavras em si são completamente vazias de conteudo, pelo que o preenchimento do conteudo vem sempre da interpretação de quem a diz. por exemplo:
    Uma partitura de Bach é igual para toda a gente, um conjunto de linhas e pontos que definem o que deve ser tocado e qundo de acordo com uma determinhada extrutura temporal, e no entanto podes ouvir a mesma obra por dois interpretes diferentes e descobres que gostas mais de um que do outro. A interpretação da musica depende da Alma que é dada pelo interprete.
    O amor é assim, é indefinivel. Por vezes podes até mesmo fazer algo que à partida não pareceria amor, pareceria até o contrário, devido a esse mesmo amor.
    A questão da complementaridade de que falas não implica uma fusão, não implica uma perda de individualidade. Implica antes uma aceitação tão grande do outro que mesmo os pormenores irritantes são aceites, porque são parte do outro todo. É o estarmos disponiveis para crescer acompanhados por alguém em vez de procurarmos o nosso caminho sozinhos, na ilusão de que quando nos encontrarmos e estivermos completos nos daremos por inteiro.
    Mas faz parte da nossa natureza nunca nos encontrarmos, e faz parte da nossa natureza nunca estarmos completos.
    Mas isto, claro, é uma perspectiva minha e meramente pessoal.

    Cumprimentos

    O Lobacho

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  5. Se você nunca sentiu, quer dizer que não existe?

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