13.2.09

PORTAS ADJETIVAS


Portas vermelhas
Negras portas
Portas brancas
Amarelas portas
Mestiças
Portas

Todas Vigiadas!

Portas escancaradas
o que entra e sai é comentado
o que sente é confiscado, roubado, negado.
Portas atormentadas, subjugadas
Ignoradas, fechadas, dissimuladas
Cadelas marginalizadas caladas
Filhos(as) da puta à beira da porta
Filhos(as) da puta dentro da porta
Na beira das portas
moscas e urubus, abelhas e quem beija a flor.
soleiras cheias, outras capinadas
“Cuidado com as portas”
“des-bastar de ervas daninhas!”
ecoa pelo tempo a carnificina metafísica: A morte é na Mente!
carne dormente, porta selada, alfabetizada, doutrinada, machificada*
Acaso são portas do mal, do amoral, do imoral, dos vícios?
Pecado! Pecado! Pecado!
Onde carrega a sua culpa?
Odeio ouvir pecado; sentido que nem existe: não mesmo!

(Das portas para dentro: quentinho
Para fora: Ilustração!
Não divinize nem faça oferenda às portas: COEXISTA)

Portas arrombadas pintadas de vermelho.
Enclausuradas, ressecadas, acinzentadas, amaldiçoadas, veneradas, coisificadas, comercializadas, consumidas, consumistas...com..com...sem!
Constantemente.
Ecos! Cheiro de porta queimada.
Melancolicamente servil.
Grosseiramente mirada.
Maldosamente ASSASSINADA.
E tudo porque é uma porta. Que nada sabe o que se passa dentro.
O que cada porta guarda em segredo?
_____________________________________
*machificada: ter ideia e comportamento machista.

2 comentários:

  1. Um poema muito forte!!! Mas magnífico!

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  2. olá! te achei no amor livre... passe aqui tb: devaneiosdaoutracasa.blogspot.com
    bjos

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