27.4.09

DEDOS NÃO BROCHAM



retirado para edição impressa

12 comentários:

  1. Uau! Fui uma das meninas que deu uma leve risadinha ao ler o nome do blog sim, e quer saber? A.D.O.R.E.I o conteúdo é sempre excitante e estimulante falar de sexo - com ou sem trocadilhos você escolhe. Já está na minha lista e espero sempre post's estimulantes e conflitantes!

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  2. A impressão que impera é ainda a da absurda mecanização do desejo feminino afim de rotular para dominar.

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  3. Que texto delicioso! Quero sempre mais de você!
    Vê se aparece para amenizar a saudade.

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  4. Legal. Fico imaginando a frustração, no dia seguinte, de quem faz sexo - seja como for- só para acompanhar o modismo. Deve ser decepcionante. Mas se a gente for pensar além dos fatos, me parece que o comportamento heterossexual também foi imposto à partir de "modismo",por mais secular e atávico que seja. Na verdade o objetivo principal do sexo, creio, deveria ser o prazer, o afeto, e não necessariamente a procriação. Esta até poderia ser a coroação de um relacionamento mais, digamos assim, carregado de afinidades.
    A garotada anda fazendo sexo - hetero ou bissexual- só por diversão e corre o risco de acabar enjoando, como ocorre com qualquer brincadeira que começa legal mais com o tempo cansa.
    Parece que as coisas caminham para o fim do processo humano, pois se até pra fazer sexo nós temos que ser programados, estamos definitivamente perdidos.
    Mas com tudo isso creio que a natureza vai dar um jeito. Com o tempo o modismo robotizado passa e o velho e bom tesão vai voltar a invadir a alma humana e dar a linha do comportamento das pessoas. É só uma questão de tempo. Espero.

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  5. Gostei do texto, especialmente porq ue expressa com bastante simplicidade a essência do desejo, do prazer e do amor, coquetel fantástico.
    Bj!

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  6. Interessante teu texto. Mas, por favor, o nome correto é 'ménage a trois' e'voyeur'. O correto é dizer 'me situar' ( e não cituar) que vem de do sentido de localização (sítio). Desculpe a correção, mas é lamentável ver um texto potencialmente bom, ainda que discutível, ser comprometido por erros que, para quem pratica a leitura com assiduidade, principalmente a do século XVIII, saltam aos olhos. Sobre o texto, acho que vc. está desconsiderando a possibilidade do ato sexual pelo simples e leviano prazer do ato sexual, vinculando-o, necessariamente, a afinidades desnecessárias, muitas vezes, a prática do sexo. Essa eventualidade sem compromisso, pelo simples prazer da 'sacanagem', vamos colocar assim, pode estar sendo preconceituosamente atacada em seu texto. Sintetizando, as garotas, ou os garotos, que gravitam na bissexualidade podem estar fazendo-o pelo simples prazer da variação sexual. Isto é normal? ou é natural? Talvez... Ou tanto quanto é ou não natural o lesbianismo, o homosexualismo, o tribadismo, enfim...
    Mas corrija os termos, pois não há licença poética que justifique erros na escrita de textos tão curiosos.

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  7. Só queria dizer que acho um barato o nome do blog e que o mesmo vale para meninos: parece que, para certa idade, está na moda os meninos praticarem com outros. Mas pensando bem, quem nunca ouviu falar de troca-troca? Sem dizer que está presenteaté em música do Chico Buarque "Ai que saudade que eu tenho dos meus doze anos..."

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  8. O que poderia dizer... "Uau!"... O texto é magnífico! Nunca li algo com tamanha sensibilidade e coerência a respeito do tema. Parabéns!

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  9. Ola. Conheço o blog ha pouco tempo e gosto do que leio. Precisa ter no mínimo coragem para colocar suas idéias em público e esperar o chove-chove de críticas (construtivas ou não), lamentações, desejos velados, superação de dúvidas, apontamentos de erros, ilustração da sensibilidade, desejos não tão velados assim etc. O mais importante é suscitar asssuntos "tabus" em uma sociedade hipócrita, que prefere deixar a verdade de lado e correr atrás dos fetiches, taras e vontades sexuais nas madrugadas dos tempos. Vento forte que me atinge ao te ler, ao compreender sua visão, dela partilhar, dela compartilhar, dela me afastar mas sempre respeitar. Parabens, o fruto de toda sua estrada é demonstrado aqui nas linhas que podemos ler. Que eu possa ler sempre! Ass. Eliéser Baco

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  10. Excelente texto! Eu acrescentaria que até a forma de um olhar é fálica :-)

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  11. Dedos, línguas, bi, homo, hetero, anal, vaginal, com ou sem penetração, tudo isso a meu ver são limitações de algo realmente simples, puramente simples, e é justamente sua linda e envolvente simplicidade, que o torna rico, indizível e complexo; quando nos permitimos e nos doamos a toda não medida de qualquer teor de "pureza" do sentir, do porvir, do descobrir, enfim do permitir-se profundamente e inteiramente, é quando de fato vão-se os limites e pudores e ficam os sentidos aflorados, os afagos desmedidos, a penetração não fálica, mas com o que se pode ir infinitamente mais fundo, o preenchimento do que antes não se sabia com que e se podia preencher. De fato quando deixamos tudo de fora é quando verdadeiramene se pode ir mais para dentro.
    Abraços gostei do que li e visitem meu blog.

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  12. Ménage à trois, meu caro. Ensine bem a menina, que tem talento para dar e vender. Os acentos graves na língua francesa são tão importantes quanto a língua, lato senso.

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