29.11.09

haishá - "a mulher."

haishá, deixa de ser ezer kenegdó*
leia a pedagogia do Marquês, queime-se no fogo
depois cuspa nesse fogo e apague sua fé

ah haishá, preocupa-me tanto sua servidão voluntária
e você não se importa com minhas queixas existenciais
fica nessa conversinhaclichê de mãe religiosa

que eu faço? vou a Paris em breve
não quero saber de você
queria te esquecer, mas haishás pelo mundo não permitirão

que triste viver para o marido e os filhos, haishá
triste não saber o que você poderia ser
se tudo que é

é um não ser

triste é você querer me modelar para ser haishá
mas a filosofia libertina
revelou-me
_____________

*“E disse o Eterno; far-lhe-ei uma contra-ajudante (EZER KENEGDÓ)" - Gênesis
pois “viu Deus que não era bom para o homem estar só”.

Amoreira em greve


Amoreira em greve e eu querendo tingir minha língua de roxo
LIVRARIA CULTURA

28.11.09

masturbação

Helmut Newton

tempo de amar

a começar por si mesmo


QUERO SER SACI PERERÊ


menina da favela quer ser loira, esguia, top
*
*
menina do condomínio quer ser top, esguia, loira
*
*
essas meninas
*
*
que meninas são essas?
*
*
repetição de um modelo
*
foto de Helmut Newton

O espanto do corpo nu

Helmut Newton, fotografo apelidado de Marquês de Sade da câmera 35 mm 

Esconder os sexos: duro e molhado
Cobrir o corpo sempre o desejo de cobrir um corpo
E se mostrar? atentado de um pudor dementedoente
De onde vem essa vergonha do corpo? de esconder o corpo?
...

Livro DEDOS NÃO BROCHAM, ED DRACO
AQUI! NA LIVRARIA CULTURA.

14.11.09

Cortázar e Minha-imaginação-abre-qualquer-segredo-no-mundo



Cortázar me chamou da chuva. Fiz-me desentendida, estava insuportavelmente limpinha.

Ele dizia deitado no sofá enquanto eu coavacafé: você precisa sair dessa zona de conforto que te fode a mente sem consentimento.

Desse dia em diante me sujo com toda sorte de gente pelas esquinas do mundo. Demoli a casa dos meus pais, matei a TV a pauladas, rasguei meu Registro Geral, nem sei qual minha nacionalidade e se me perguntam: natural de onde? respondo: Heráclito. Eu gosto da chuva.

Vivo de reinventar: sapatos, livros, camas, hábitos...

Minha imaginação abre qualquer caixa de segredo.

trago na carteira um bilhete dele que diz assim:

-, ninguém enriquece com a literatura se ao mesmo tempo não for capaz de chupar um pêssego aproveitando a mão livre para levá-lo a boca, se não fizer amor entre duas páginas, se não se debruçar na janela para saber que durante o último mês cinqüenta crianças morreram queimadas na região se Saigon, e que em Biafra os nigerianos ajudados pelo nobilíssimo Reino Unido degolaram todos os pacientes de um hospital; será preciso repetir, professor Papalino Zeta, que a literatura não é um terreno privilegiado no sentido escapista que tanto convém e adorna? Biafra e o erotismo, a chuva de napalm e os Jogos Venezianos de Lutoslawski: a poesia continua sendo a melhor possibilidade humana de realizar um encontro que ninguém descreveu melhor que Lautréamont e que pode fazer do homem o laboratório central de onde algum dia sairá o definitivamente humano, a menos que antes disso todos nós tenhamos ido para a casa do caralho.(NOTÍCIAS DO MÊS DE MAIO)

4.11.09

AS COISAS



_ é assim e deixamos as coisas como estão?
_ as coisas só precisam de um começo.
_ mas no meio é quando sonhamos todas as coisas.
_ e o fim é quando percebemos como somos tolos.

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