31.1.10

hoje não choveu


cena do filme Los abrazoz rotos (2009) Almodóvar

Queria ser forte. Mas forte é apenas minha imaginação. Então você caminha ao meu lado, ri das coisas que vejo e das associações que faço. Dentro da minha insanidade nunca nos deixamos. Quando a lucidez me pega e você não me acompanha, penso que está logo atrás, vendo meus gestos, observando minhas expressões ou lendo essas coisas que escrevo aqui.
Eu morro de saudades. Não é de amor, é saudade de uma situação, de um contexto, de um cheiro de erva doce, de abraços longos quando acordava sem ar.
Hoje fui à Augusta. Era para eu encontrar um amigo, mas não rolou.
Entrei no café do espaço Unibanco e de cara vi meu ex-professor acompanhado, logo sai da sala e sentei lá fora. Eu até poderia cumprimentá-lo não fosse o inconveniente em seu olhar. Nunca me simpatizei com ele, mas depois que me julgou por algo que não fiz eu gostei menos ainda (nunca fui santinha - graças a Deus- mas era inocente daquela acusação não verbal de ser a autora de uma carta anônima que denegria sua postura como professor. Embora eu nunca tenha lido o que dizem que escrevi e soube por alto do conteúdo, certamente não teria sido tão boazinha como foi o autor real. E isso de carta anônima me cheira a resquícios de um tempo que não se podia dizer o que pensa sem temer as retaliações. Cartas anônimas enviadas a professores, alunos que não podem dizer o que pensam sem temer ofender os brilhos intelectuais de seres tão iluminados e consequentemente sofrer por tão heresia?). Cansada dessa velha questão, fui ler jornal, mas logo descartei. A Folha deveria se envergonhar por atentado violento contra a inteligência e a integridade da população, por ser tão tucanamente irritante, além de outras coisas. (mas se  fosse eu persona-pública, não poderia dizer isso sobre a Folha, certamente me boicotariam e novamente penso na ditadura-em-outras-camadas). Mas ok, sobrou o caderno Ilustrada e soube ali que a palavra Ego está de certa forma incorreta e o certo seria Eu, assim como a Vontade de Potência na tradução mais acertada seria Vontade de Poder. Virei a página certa de que não é certo afirmar nada, então a vi sentada ao redor da árvore. Vestido verde de bolinhas brancas, uma graça. Observei um tempo e ela estava sozinha, acho que esperava alguém. Tirei meus óculos de sol e um tempinho depois ela sorriu e veio se sentar comigo.
O engraçado disso é que tudo se deu de forma tão sutil e estética, me senti num filme acompanhada da mistura de Amélie Poulain com bonequinha de luxo de ar blasé em uma tarde que morria luminosamente sem chuva. Mas ela me deixou entediada pelos assuntos tão superficialmente fast food e eu ando na onda slow food.
Ela cuspia palavras sem respirar, com afetação concluía citando diretos, escritores ou filósofos. Minha paciência chegou ao fim quando ela disse que Zaratustra representava as ideias de um homem louco e quando perguntei qual razão dessa afirmação categórica ela respondeu que havia esquecido quem disse isso. Papagaio para ser papagaio não pode esquecer o nome do patrão.
Usei toda minha arte para evitar pessoas e me desvencilhei dela. Corri para o cinema e fui assistir a Abraços Partidos de Almodóvar. Comprei frutas secas e chá verde. Sentei onde quis e gostei do filme. Quando sai do cinema um carrinho de pipoca na frente deu o tom interiorano, mas preferi um sorvete e voltar pra casa com você meu querido, pra deitar no seu colo e ver tv.
A rua Augusta estava cheia de possibilidades nos seus mais diversos tipos perambulando pelas calçadas, em grupos ou rindo nos bares. A lua cheia, temperatura agradabilíssima, ciclo hormonal estável me deixou, por horas, sentir o mundo perfeito e as pessoas felizes.
Eu me auto engano com lucidez.

É preciso arte para não morrer pela realidade, Nietzsche

30.1.10

29.1.10

Ouro de tolo é tijolo


Sou muito curiosa (por tanta curiosidade Santo Agostinho diria que estou em pecado) mas quero mesmo pecar! que a curiosidade me leve para fora da caverna, onde tudo parece ser mais claro.

Hoje resolvi acompanhar um grupo de pessoas na saída do trabalho. Não os conhecia, mas me apresentei e fiquei na companhia deles que discutiam formas de comprar a casa própria. Ouvi por uma hora e meia aqueles trabalhadores esperançosos, crentes que Deus e o trabalho proporcionará tudo que sonham. Depois, mais meia hora sozinha no metrô repensando aquelas vozes cheias de expectativas e lamentei nossas misérias.
Somos enganados pela máfia: governo, banco, empresas imobiliárias, construtoras e mídia que corrobora e finaliza essa ideologia com as bênçãos das religiões: e eis implantado em nós o discurso da casa própria! percebem o que isso tudo esconde?
Claro que todos precisam de um refúgio do tempo e do mundo.


Mas a questão é como se aproveitam disso.

Será que esse esquema é mais uma forma de iludir o trabalhador? Ou seja, reforçam essa necessidade, alimentam esse sonho como fundamental e dificultam-no ao máximo para ocupar a vida desse infeliz e prendê-lo no esquema do trabalho (trinta anos pra pagar a casa); consequentemente não podem perder o trabalho. Isso significa se sujeita à, entre outras coisas.

Sem tempo (assim como eu também não tenho tempo para melhorar esse entre outros textos) e disposição esse cidadão cansado e precisando economizar (as parcelas são altas) não procura instrução (aliás quando estuda é apenas para ter/ser mão de obra especializada para o trabalho), portanto - e não tão simplista assim, óbvio -, essa massa não sublevará. No final da feira, tudo é a arte de ocupar, silenciar e lucrar. Casa própria existe? Carro próprio existe? Deixa de pagar os impostos ou as parcelas pra você ver de quem é.

________________
Ouro de Tolo
Raul Seixas
Composição: Raul Seixas

...
Ah!Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...
Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

Mais-valia uma fogueira as palavras eficiência, rendimento, proatividade entre outros clichês patronais


Tentei estudar hoje, mas cansei de fatos-datados-conceituados. Pensadores mortos não podem ouvir minha voz. E os de agora não falam comigo. Fico assim: que fazer?
Algumas amigas no exterior vivendo aventuras (Arriscando). Outras tendo filhos, casando, descasando (Arriscando). Amigos fazendo coisas legais do tipo cinema em Cuba, lançando livros, criando esculturas, fotografando, estudando, gerenciando empresas (Arriscando). Eu?

Estou empregada, graças a Deus, trabalho de segunda-feira a sexta-feira das 08:00 às 18:00, graças a Deus, engordo meu FGTS, graças a Deus, amém meu Pai. Não! Isso não é uma prisão meu querido, você não sabe? Ter emprego é ter dignidade. Adoro sair cedinho de casa, depois voltar. Os finais de semana são mais especiais.
Você heim, com essas ideias subversivas, trabalhos alternativos, nunca se fixa em nada, viaja pelo mundo. Quando vai comprar sua casa própria? heim?

Pedro, amigo meu, deita aqui e me abraça. São tão raros meus amigos de infância. Não, não sinto tanto medo, é só medinho. Acho até que é pior. É não vontade de tudo. Ah, meu querido, francamente, é tão insensato o convívio social, as relações de trabalho, a impossibilidade do amor. Nunca fui dada a modismos você bem sabe, nunca me impressionei nem com fortunas ou misérias, não vejo glamour em quase nada. Devo, preciso achar algumas ilusões. Crenças para me adequar e suportar minhas máscaras. Preciso comprar máscaras: é isso! Ah! você me indica a loja da Mulher-seca-de-graça? (risos). Cansei dessa mascarasinha que uso, ela não convence mais nem a mim.
Você entende, pessoas não gostam de quem sai do ritmo das danças estereotipadas. Não gostam de quem não usa clichês durante encontros sociais e tampouco de quem diz que Papai do Céu não existe. Elas não querem por perto ninguém para lembrá-las que já passaram da hora de descer do palco do besteirol humano e assumir que a vida é bastante simples ou, talvez, simplesmente impossível?
Você ri? VOCÊ RI?
Eu também: de Marx, de Kant, de Santo Agostinho...


28.1.10

Anticristo - do Lars Von Trier:



A Natureza é a Igreja de Satã

Por isso meu óvulo está doido pra pegar seu espermatozóide de olhos verdes.

Pariria em águas dulcíssimas pra lavar essa criança em correnteza. Depois da bebedeira em seios doloridos, enrolaria numa folha de bananeira e colocaria pra dormir entre raízes da amoreira. Árvore velha acostumada a ver crianças rirem de suas línguas roxas.
mas só se você concordar com o nome do bebê.

insustentável leveza do não tempo



Santa Fé: em frente à escola me abracei cheirando a merenda.

Interessante voltar aos lugares da minha infância, fiz isso nas férias desse ano. Fui ver escolas, casas, amigos da escola.Comi biscoitos de polvilho, paçoca com tubaína, bolinho de arroz e peixe, bolo de  mel e castanhas, sopa de beterraba da mãe. Observei os parques, fui as igrejas e ao cemitério entre outras pequenas coisas.

Olhei, ouvi e senti sabores e cheiros de um passado que supunha ser difícil encarar. 
Foi mais fácil e insignificante que supunha minha imaginação afetiva. Desmistifiquei significados exagerados.

Isso que me propus pode ser amor fati.
__________________
Não querer nada de diferente do que é, nem no futuro, nem no passado, nem por toda a eternidade. Não só suportar o que é necessário, mas amá-lo. Nietzsche.

27.1.10

"Nasci para satisfazer a grande necessidade que eu tinha de mim mesmo" - J.P.SARTRE



você bem queria eu deixar o lugar todinho seu,
mas óh, tô encardida nessas paredes, viu?
não te deixo sem saber que pouco vale,
qualquer dessas ideias direitinhas.

20.1.10

não barganho liberdade por segurança

LIVRARIA CULTURA

Moral da história: nenhuma

Tati,
Seus olhinhos vesgos me renderam aos desejos nossos. Queria mais com você. Mas aquela chuva afogou vontades. Difícil ter que trabalhar e deixar sua cama, seu cheiro de calda de chocolate.

Dia passou, no metrô lotado tenho na cara uma alegria que contrasta o mau humor dos outros. Sei dos motivos do mau humor deles: depois de mais um dia de trabalho explorado, de tanta chuva e falta de perspectiva; voltam amargos, mas isso não deveria ser normal. Você não acha?
Se pudesse, contaria a eles nossas tempestades de prazeres. Mas segredo é bom no pé do ouvido. Chega mais perto.

Olho na cara dessas pessoas do metrô há tempos. Parece que estão mais cansadas. Será que estão prestes a parar a autossabotagem e assumir um pouco mais de política e de luta em suas vidas? Vão parar de correr atrás apenas do pão pra desejar a padaria?

Será - Tati que dorme tão bela -, que agora esse povo aprende a brigar e parar com tanta servidão voluntária? Você sabia que tirando mais ou menos duas horas de trabalho diário, o resto é lucro para o dono da empresa? Não é justo: deixar sua companhia adorável pra gerar lucros onde um só terá o direito de gozar tanta perspectiva de vida.

Mas o tempo de servidão piora e a crença que Deus ajuda mutila a capacidade de sublevação, e ombros pesados só querem chegar em casa e ver tv.
Acho que entendo porque velhos têm os cantos da boca aborrecidos. Eles não se entregaram ao desfrute dos seus seios, nem da sua pele jambosa ou dos seus cabelos encaracolados. Simplesmente viveram vidas aborrecidas, exploradas sem entender de onde vem o mal estar.

Hoje os cultos lotados de trabalhadores não rezam mais, apenas imploram por saúde, prosperidade e não a Deus, mas ao Jesus executivo personificado nos pastores prósperos.

Antes beijavam as mãos daqueles que lhes roubavam coragem pra sublevar, pra adquirir conhecimento e discernir o roubo vil registrado na CLT - sim febre minha - a igreja católica nos roubou. Hoje, essas igrejas evangélicas pipocam feito catapora e prometem que Jesus executivo está ao seu lado pela bagatela dizimal. Ou seja – fresca pele que me chama -, a servidão tem novas caras e manhas, mas ainda é a mesma.
Eu tenho calda de chocolate.

19.1.10

fecha a porta e joga fora ilusões

tijolo-vivido, tijolo-habituado, tijolo-óbvio
não consigo ver onde cê tá.
e fica assim: você dum lado eu d'outro
um dia quis arrancar o cimento mas sei lá,
vai saber o que acontece se demolir?
Tem gente que deixa nossa vida melhor, se do outro lado fica.


Disse a ele - é verdadeiro que tudo passa e terminar uma relação não significa que não deu certo: deu certo, sim! só que tudo se transformou. Nessa minha transformação, você não está comigo. É bastante simples, você está na minha história, todos saberão quem é.
Quero ouvir músicas novas, tremer o primeiro beijo tão cheio de sabores. Não é possível alguém se condenar à rotina com sabor de hóstia. Não tenho medo de misturar cores, de pessoas e outros temperos. Adoro comida bahiana, chinesa, mineira e argentina. Não tenho casa própria, não sei dirigir que é pra não perder de vista os lados da estrada.
Quando as pessoas não se dão conta que mudou e insistem no bolo que não cresce, não cheira bem, não apetece, dá indigestão. Comer bolo solado, vestir todo domingo a mesma roupa para ouvir o mesmo sermão é matar em vida os encantos a descobrir.
Não fica assim meu bem, não chore! – e continuei, mudando de lado o telefone – tampouco é verdade que te odeio. Não existe isso de odiar, não. Só não gosto de sermões repetidos. Chega, vamos desligar! preciso atender outra ligação.

18.1.10

OS MAIS BEM ESCRITOS BLOGS!!!


Agradeço a delicadeza do querido amigo André Ferrer do blogue
OS MAIS BEM ESCRITOS BLOGS!!!, pela gentileza em me agraciar como um dos blogues mais bem escritos.

Obrigada André.


Seu conto em AVASSALADORAS ficou ótimo.
Ale Safra

12.1.10

Emancipação: 60%

_ Dorme comigo...
_ Ainda medo dos pesadelos?
_ Nenhum

Ele me abraçou. Beijou minha testa e saiu. Dessa vez não chorei. Parabenizei-me por não implorar
Perguntei se era amor o que eu sentia e sussurrei dentro do ouvido daquele outro eu no espelho: não! é hábito. Lembra do Hume?

Então, fiz tudo diferente.
Panta Rei*

11.1.10

niilismo

Essa menina bateu no portão querendo graça
balançando um pedaço levantado de saia
pele riscada de nomes santos
cheiro de capim-gordura

sorriso dengoso
olhar de catar bala
cabelo enrolado de sonhos adormecidos

boca de fala quente
você é verdade nua e sem fé

mas sei lá...
ando sentada na neve e
sem calcinha

9.1.10

A Cova da leoa está vazia



Mulheres iraquianas são obrigadas a assistir à execução de seus filhos humilhados.
"Tuaregs" é como se denominam os soldados IRAquianos. Significa leões.

Mulheres palestinas lamentam a cria assassinada,
E mulheres judias? Comemoram alguma coisa?



De tantos crimes padecem mulheres no mundo. inclusive da omissão e do silêncio de tantos;

Da educação às crenças religiosas que as iludem: torah e alcorão: não!

e elas repassam para seus filhos que cometem crimes contra a humanidade, e para suas filhas que passarão para seus netos tanta repetição de maus hábitos.

E tal mal estar não é só da religião, é da política e é do lucro vermelhosangue.

Participamos de todos os crime contra a humanidade: direta ou indiretamente toda mãe está suja de sangue.

3.1.10

Que a graça divina ajude a menina do balanço - Adelle



Todo ano ao caminhar de madrugada pelas ruas frescas faço a mesma pergunta: por que me submeto à tortura de voltar a Santa Fé? Eu não sei a resposta ainda, mas gosto da cidade. É pequena, bonita, larga, cheirosa e bastante verde. Não gosto dos parentes, desses não mesmo. Conviver temporariamente com eles é bizarro. Coisas do tipo ter sapos pulando no meu estômago causando azias monstras e sensação de fadiga constante.

Numa pracinha cheia de encantos uma garota no balanço ignorava os predadores da noite alta.
Chamou-me atenção seus cabelos presos em dois rabos-de-cavalo caídos displicentes atrás das orelhas sobre um pescoço longo e branquinho.
Será que Adelle, minha gêmea morta ainda criança, também iria gostar de meninas? Com essa pergunta minha cabeça rodava enquanto eu ocupava o balanço ao lado.

_ Você não tem medo de ficar nessa praça com o cemitério logo ali atrás? – perguntei sondando seu rosto de no máximo dezoito anos.
_ Você é algum tipo de morta-viva? – retrucou sorrindo e duas covinhas imediatamente me simpatizaram.
Eu pensei na pergunta e disse que talvez eu fosse sim, um tipo vulgar de morta-viva. Ela quis saber por qual motivo e expliquei superficialmente mesclando da forma mais tosca e ridícula filosofia, psicologia, sociologia e ficção literária.

Ela não sorriu. tampouco eu.
Meu olhar correu o muro do cemitério, minha imaginação o pulou e pronto, Adelle ali, tão perto sob a cova que eu ainda sinto como um grito abafado. Depois de tantos anos, seus ossos ainda eram de criança e isso para mim significa que nem em ossos éramos mais gêmeas. Suspiro fundo. A menina no balanço me trás a realidade ao me perguntar se sou filha do diabo. Digo que infelizmente não somos livres nem para escolhermos nossos pais. Nesse momento ela dispara a falar sobre o pai dela. Coisas tristes que gostaria de não saber e não queria mais ouvir.

Balanço entre duas possibilidades.
Primeiro: posso usar tudo isso e engendrar a garota para umas horas de sexo.
Segundo: penso sobre virtudes. Temas cristãos do tipo compaixão. Se me compadecesse poderia até tentar fazer algo por ela, mas fazer nada contra ela também já seria uma boa não-ação? Ajudá-la seria efetivamente trabalhoso, chato e eu não me ocupo da vida alheia, nem de virtudes cristãs. A garota teria que encontrar sozinha uma alternativa. E isso será bom para ela.

Então um questionamento recorrente e irritante me assalta: se fosse Adelle?
_ Qual seu nome? – pergunto baixinho sem olhar para ela.
_ Maria das Graças. O seu qual é? – a ela respondo sem perguntar mais nada.

Olho a lua cheia caindo pela madrugada e resolvo que não farei nenhuma das duas coisas. Pessoas carentes são perigosas demais.
Levanto-me, desejo-lhe boa sorte e continuo minha caminhada.
Enquanto deixo ao acaso outras possibilidades converso com minha gêmea sobre como sentimentos de virtude são falsos, traiçoeiros tanto para quem pratica, quanto para quem recebe e como aqueles que os perseguem nos bancos das igrejas são mentirosos dissimulados e verdadeiramente cultivadores da ignorância.


[trecho de romance em desenvolvimento]

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