18.4.10

fêmea do mato

sua pele conta histórias
leio em riscas
em gestos
em perfume

ela come folhas, frutas, pães
seu cheiro doce atrai insetos: ela é noturna
mora no rincão e lava seus cabelos no rio

ela doma o índio da pá vIrada
e adentra mato pr'encantar flor
bicho brabo tem respeito
quando sente dela cheiro
de terra em chuva esperada
é fêmea do mato
na terra despeja seu sangue do mês
anda nua e cabelos soltos na ventania
é dela e somente dela sua vida de mulher
que trás na rédea seu espaço e dentro desse laço ninguém, ninguém invade!
nem mais arrisca.


é com essa mulher que sonho.




2 comentários:

  1. A mulher selvagem!
    gostei do post.
    bjs!

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  2. sim, Gabi, a mulher selvagem. Aquela cuja sombra tem decididamente quatro patas.

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