27.12.10

É FESTA!



Olá, leitores muito queridos

Agradeço a marca de mais de 23 mil visitas no blog.

Espero sempre contar com sua leitura.

abraços e beijos 

Ale Safra

23.12.10

chAMA?

da sola do seu pé é o gosto naquELA saudade, moço

da sua invaSão libertina aquela toda vontade,

necessidade da palma da sua mão a menina faz,


suar insone madrugada clamar seu nome infrutuoso


em outro canto dEssa ladainha,

perdIDO nos conceitos em amarELAdas letras,

desse abanDONO faz troça e



AMARgo

22.12.10

Eu e meu amigo Will antes do natal



_ tu deves ficar bem alegrinha nessa cidade tão iluminada, esses clichês natalinos, as famílias trocando presentes, perus e pernis assados sobre mesas decoradas fartamente e todas essas melODIOSAs canções espiritualizadas. hã?


_ não gosto do desperdício de energia, nem dessas bugigangas representativas ou desse assassinato em massa de aves e porcos. Nem desse "espírito" consumista em reuniões obrigatórias justificada pela ilusão de um nascimento santificado. Todos unidos na farsa dessa ladainha infantil que mantém a pessoa na menoridade predatória dos recursos naturais e humanos.

_ mas bah! e a alegria de estar com a família?

_ é por saber que logo passa o grosso dessa hipocrisia.

_ já o verão-bafo-de-forno demora mais um pouco. tomas mais um gole de mate, guria? quem sabe derreter esse malestar.

risos

17.12.10

ladrão de gozos


...vá e carrega consigo a culpa do meu vício: ladrão desses gozos de tardes vadias agora vazias eu nas lembranças dos sevícios teus. assim e neste gosto de jaca verde, fincam meus olhos agarrados num filme tosco sem lágrimas pra derramar. aquela brisa austral que você trouxe para meus dias tronchos perde cor e mata de sede esta língua que murcha sentida da flor que não vingou. se o tempo é, ais vez chamo Deus, esse sádico devasso a possuir dias meus: hora sua devoção, hora mordida de cascavel. esta tarde agora madorna gruda na pele um sol do meio dia deste verão sem noção de ser. o tempo é ladrão de nós.



para m.g.

11.12.10

indigestas receitas de sucesso

a chave da sua felicidade
não abre a minha porta!

não amole,
não compro.

não irrite,
não creio.

apaPutaque
normativos medíocres sociais

não tenho chaves,
quero despir meu juízo

quero viver simplicidade
sem listas especialistas

sem publicidade
nem conceitos quadrados em cinco


já é gente demais

6.12.10

ando no tempo da língua de alguém



Testo disponível no livro:


dedos não brocham, ed draco


AQUI NA LIVRARIA CULTURA


je passe sur le temps de la langue de quelqu’un

pâlichonne

du sol livre son corps
mes pieds sales marquent
ta mine rouge des paumes est
dos piquant en verbes
pieds nus trempée de crachat
nue perverse supplie
moi dans ta langue
loin de la philosophie
peu à peu alors
venin me sort
et redeviens
littérature

à m.g


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