30.1.11

eu, meu amigo Will e um pote de sorvete



_  Will, pensa que crianças de barriga de aluguel serão mais felizes que nós, filhos de casais ordinários?
_  Fala de filhos como do Michael Jackson, Rick Martin, Nicole Kidman? Coisa do tipo "nasci por que meus pais alugaram uma barriga"?
_  É, vale como exemplo. Mas estou confusa se é isso mesmo. Também penso que essa busca pela felicidade familiar é obscena. Ninguém se completa tendo um filho. Também não é verdade que um filho deva sentir amor eterno pelos pais. Não sei, existe algo muito pernicioso sentado na sala de estar.
_  Pagaram por nós também, querida. Apenas moedas diferentes. E penso que essas crianças serão cobradas tanto quanto nós, a segurança da previdência dos pais. Há pernisiosidade no tempero das refeições, no vinco dos lençois, no limo do banheiro. No cesto das roupas sujas.
_ Então nada de revolução familiar?
_ Nada ainda! Toma sorvete, guria. O calor "familiar".

risos

23.1.11

não quero coca-cola


lixo litros disso e daquilo luxo em litros de lixo
                                   

TEXTO DISPONÍVEL NO LIVRO DEDOS NÃO BROCHAM, ED DRACO

AQUI NA LIVRARIA CULTURA



12.1.11

enSINA?

Parâmetro. Metro. Para. Rótulos. Clichês. Eu. E. Você.

Cada qual num quadrado apertado sem ar para ser.

Respira

TEXTO DISPONÍVEL NO LIVRO DEDOS NÃO BROCHAM, ED DRACO

AQUI NA LIVRARIA CULTURA


coisas daqui

_ essa conversa manca entre mim e o penhasco recorrente\ Cair pode ser bom \ Voltar pra casa pode ser passos pra frente \  teus braços prisão e desejo \ as vezes o penhasco devolve minhas questões com outras e fico no-va-men-te entre dois caminhos\ aliás tudo em mim: dois\ não sustento minha vida/sonhava com uma casinha de teto vermelho, bolo sendo assado para o café da tarde e o céu cheirando verdades confortáveis sobre tudo: engano/ meu chão movediço nessa beira criou em mim asas\ não sei oferecer amor\deixei de sonhar quando cheguei aos 16 anos na rodoviária do Tietê\ retirante de mim mesma\ retira asco pra soltar o corpo e descobrir onde pode levar essa vontade que não tem lugar\ não sei de mim aqui nem ali\ não sei de nós \ e é do silêncio que sinto saudade\ da ausência dos ditadores: todos eles\ sufoca saber dos outros caminhos que sem coragem não vou seguir

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