26.2.11

cactáceos

dedos em verbos
pele sua rascunha
lascividades

eu se soubesse onde
ousaria você riscar
um canto novo pra

deitaria teu corpo
sobre meu cheiro
tua língua na brasa

onde está o perigo
se salivas em lava
no fogo deita?

15.2.11

sobre faróis apagados

                            
                            caminhos largos
                                        estreitos
                                        caminho
                      no leito do teu peito
                                      amodorro
                 e tento a falta esquecer
                 do panfletário discurso
                          e amenizar ainda
                                          aquela
                                             sede

10.2.11

olhos de bala


você chama
ocê ama
cê há
de 

                                ...

Disponível no livro DEDOS NÃO BROCHAM, ED DRACO

LIVRARIA MARTINS FONTES

LIVRARIA CULTURA

8.2.11

Jardim Secreto


Ganhei do leitor e amigo querido Anderson Oliveira.
Obrigada pelo carinho e gentileza de sempre.

o link do blog dele: http://www.botiquimdepalavras.blogspot.com/

ameiemeamarrei no presente.

bom pra comemorar a marca dos 24 mil acessos do dia 08/02/11.

7.2.11

The blue bus is callin' us

 que é o trabalho? que é o trabalhador? reli o discurso da servidão voluntária, de la boétie. pensava coisas que não penso mais. patrão era tirano, tiranizado o trabalhador. parece que que não vejo mais vítimas. existe algo que não seja ilusão? será mesmo o único problema relevante em filosofia o tema do suicídio? será que existe oprimido? será saci, sarava? logo que a lua se afastar da terra, a rotação vai parar e a vida como sabemos não será possível: um lado será extremamente frio e o outro quente. extremos, limites onde a vida fica em risco. e como será sem marés? logo que o sol precisar de combustível, plutão e nosso lixo espacial serão outras pequenas coisas. então a lembrança de nós, de la boétie, de marx, de patrão e empregado será absolutamente e sem chance de erro, simplesmente nada. é lamentável nossa extinção? a Terra não irá correr do Sol. todos os livros ditos santos serão queimados assim como todos os ateus. haverá um silêncio cheio de beleza. faz parte de uma dinâmica incompreensível que nada lembra a nossa humana cheia de credos excludentes: o universo sem deus. tanto faz  sobrenome, sobre qual livro reza, qual a cor da pele, quais títulos e nacionalidades, antepassados e descendentes, qual conta bancária, se castelo ou casebre, quais posições políticas e sexuais. qualquer dos feitos humanos será o absoluto nada dentro do movimento de contrair e expandir do universo. então as perguntas e as várias resposta terão o encanto do silêncio. quê fazemos desse tempo de vida indescritível, improvável, encantadora que ainda temos? um tempo de ilusões abjetas? somente o que não é ilusão é o fim. e todos sabemos sobre o fim. e todos criamos ilusões para o fim. e perder esse tempo após a matéria se fundir no ventre para sustentar uma organização social aflitiva.todo humano parece tão demasiadamente

6.2.11

dissidente



não me arrepia a caída dessa alça da blusa,
essa curta saia e ...


Disponível no livro DEDOS NÃO BROCHAM, ED DRACO


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