26.2.11

cactáceos

dedos em verbos
pele sua rascunha
lascividades

eu se soubesse onde
ousaria você riscar
um canto novo pra

deitaria teu corpo
sobre meu cheiro
tua língua na brasa

onde está o perigo
se salivas em lava
no fogo deita?

9 comentários:

  1. Sensacional, confesso que me perdi (me encontrei) em seu histórico. Parabéns!

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  2. forte. adoro palavras, assim, que me fazem estremecer.

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  3. Minina, tens uma poesia forte, impactante. Teu caminho me parece pronto!

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  4. meninos, grata pela apreciação do texto.

    Fred, se ficar muito perdido, avisa. conheço os cantos de cada letra.

    Parreira, meu caminho me parece gauche.

    beijos

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  5. Uau. Adorei essa poesia.
    É o que Parreira disse: forte, impactante... e é sexy.
    Incrível, parabéns.

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  6. Belíssimo. Sutil e intenso ao mesmo tempo.

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  7. gauche combina perfeitamente com vc, graças a Deus!!!

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  8. tua imagem

    o olhar promissor
    transcendeu o verso mudo
    a imagem saindo da fotografia
    em preto e branco assim como a vida
    virou olhos de jade duas pérolas preciosas
    querendo partir-me para sempre de si mesma
    ao meio o ventre este que te carrega a(té) o fim

    tremo : trema não temas ferrugens entre os olhos fios fendas

    são espelhos abrindo os gestos em ti tão
    reveladores ancorada sobre o pulso
    escorrendo entre os dedos e ardem
    numa diáspora de dor onde ao avesso
    sem medo beijavas o vento teus cabelos
    pulsando suspiros a boca pulsando
    sem trégua do olhar pulsando
    cuja imagem preciso pulsar
    o corpo o olhar a boca

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