7.2.11

The blue bus is callin' us

 que é o trabalho? que é o trabalhador? reli o discurso da servidão voluntária, de la boétie. pensava coisas que não penso mais. patrão era tirano, tiranizado o trabalhador. parece que que não vejo mais vítimas. existe algo que não seja ilusão? será mesmo o único problema relevante em filosofia o tema do suicídio? será que existe oprimido? será saci, sarava? logo que a lua se afastar da terra, a rotação vai parar e a vida como sabemos não será possível: um lado será extremamente frio e o outro quente. extremos, limites onde a vida fica em risco. e como será sem marés? logo que o sol precisar de combustível, plutão e nosso lixo espacial serão outras pequenas coisas. então a lembrança de nós, de la boétie, de marx, de patrão e empregado será absolutamente e sem chance de erro, simplesmente nada. é lamentável nossa extinção? a Terra não irá correr do Sol. todos os livros ditos santos serão queimados assim como todos os ateus. haverá um silêncio cheio de beleza. faz parte de uma dinâmica incompreensível que nada lembra a nossa humana cheia de credos excludentes: o universo sem deus. tanto faz  sobrenome, sobre qual livro reza, qual a cor da pele, quais títulos e nacionalidades, antepassados e descendentes, qual conta bancária, se castelo ou casebre, quais posições políticas e sexuais. qualquer dos feitos humanos será o absoluto nada dentro do movimento de contrair e expandir do universo. então as perguntas e as várias resposta terão o encanto do silêncio. quê fazemos desse tempo de vida indescritível, improvável, encantadora que ainda temos? um tempo de ilusões abjetas? somente o que não é ilusão é o fim. e todos sabemos sobre o fim. e todos criamos ilusões para o fim. e perder esse tempo após a matéria se fundir no ventre para sustentar uma organização social aflitiva.todo humano parece tão demasiadamente

6 comentários:

  1. Belo 'escrevendo', e trilha sonora perfeita tb!

    Até brinquei um dia desses com a minha musa, dizendo que um dia me perguntassem em alguma entrevista sobre uma música, um livro e um filme que me representassem ou que houvesse me marcado profundamente, estes seriam The End, Assim falou Zaratrustra e Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, respectivamente...

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  2. Ops, foi em 'erre' a mais em Zaratustra, rsrs

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  3. Às vezes também penso as perguntas destituídas de seu peso, postas contra um fundo de vazio: tudo perde importância. Mas, não é justamente esse o sentido da filosofia, encontrar respostas apesar do vazio? Só filosofamos porque morremos, não é isso?

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  4. encontrar respostas apesar do vazio?

    vazio.

    estou pessimista, não sou.

    gostei do seu blog. muito.

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  5. Sim, apesar do vazio. Pode ser?

    Eu sou pessimista, não estou.

    Feliz que tenha gostado.

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  6. não dá, é vazio e só.

    baderna de ideias pra desconcertar, apenas. apesar.

    voltarei sempre lá. venha sempre aqui.

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