28.3.13

sou deus na sexta paixão

foto de henri_cartier_bresson



põe-se em ceia a me servir carne cristã
final de quinta. mesa ornada em pães, vinho e
seu corpo. das paixões de sexta, fico com a santas de jesus
uma cena jubilosa

meu fiel, sirva-se de meio pão e uma taça da minha urina

sou judas agradecida e beijo sua face
seu corpo treme pela consciência do por vir
em jubilo: é meu

você suplicante beija meus pés,
diante dos objetos do calvário
a liberdade!

#o crucifixo bem usado é libertário#

já é sexta e sua dor é linda
flagelo sua carne em listas roxas 
para formar uma cruz
#jesus! traidor de judas# 
padecimento além da carne
suas lágrimas chegam
na degustação de 6:48-51
do seu livro sagrado
#somente eu sou deus e você é meu devoto#

é noite da paixão e no altar
ELA!  deus em fenda sem crucificações para sua glória
                                                                       minha catarse

sou EU e tenho nas mãos um flagellum taxillatum
para livrar o povo do sagrado imaginário

#jesus roubou a morte de barrabás, a honra de Judas e a verdade do povo#

no seu corpo cristão, castigarei os pecados de jesus contra a humanidade

26.3.13

há crime em fingir humanidade?

foto da internet


fossemos humanos, não seríamos isso
(se) : colônia invasora
pxaxrxaxtxoxdxaxpxrxaxgxaxuxmxaxpxexsxtxe: h-u-m-a-n-o-s-f-a-r-p-a-d-os.

 
tece chorume passos (x-x-x-x-x-x-x-x-x-x) para.
palavra é sublime em massa colonizada

só.
nós.
nãos somos sóis.


fossemos humanos, não teríamos deus!
nem livros ditadores em película de árvores assassinadas

para entorpecer monstros cuja imagem humana aspira
: irriga ment(iras) e arames em criame de predadores
xxxignorantesxxx


fossemos: nada além da boa vida é.
há crime em fingir humanidade!

 

 

10.3.13



sofro de falência amorosa.

enferminilidade

de Carla Diacov
secura melancólica   não queria evaporar, mas
assombrada pela ausência   dolorida pelo escárnio
secou sem explicar sua recusa

seu choro chiado de i   a dor soa assim
o i belisca sua carne friorenta 
sombras rodopiam a mente aerada

cicatrizes expelem contínuos cacos 
língua farmacológica não reconhece o sabor da melancia
olhos verdes moribundos para o colorido sol de santa fé

"venham comer nozes, crianças" 
mas não há gritos de alegria   sombras infantes evaporam
entre seus dedos osteoporados 

(para o espelho uma pedra
recusa do tempo na pele
e no sangue a doença autoimune)

em quais escolhas condenou sua vida?
das crenças, qual lhe arrancou olhos, língua,
aprisionou passos para o sacrifício?

vejo sua dor e me dilacero impotente
quê fez de sua vida, mulher?
não nasceu para servir-parir

 nasceu para desfrutar sonhos frutas frescas banhadas em chocolate

por qual motivo recusa sua liberdade?
por qual razão não volta pra o jardim secreto?
sua dor nasceu na loucura dos tempos, irmã

a lagartixa da parede te espreita na cama
em pleno sol beligerante 
de todos os dias da semana

são tantos chicotes irados
domesticando almas femininas
incendeia , vida

para ser logo este pó
que tanto anseia

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