11.4.13

sãlinidade



Ansel Adams
partir

ar
ir

(Paraty)

em ti o ar
aguada aqui 

não há razão
naquele antes

(só me gosto
gostando de você)

 p.s.:  ressaca brava

ir
v-
ir

 (reproduzir a sede marinha
 o óbvio não nos concha)

 não vou me desvestir desta pele,
o sal em mim teu nome

 há mar  (para nós)
 oceanos

 

 

6.4.13

pas de chat

foto de David Winge




às 18:05 te encontro no café. do dia nó no horizonte passo travado. palavra tocaia. dor na boca famélica. língua pó. aves depenadas que olham as nuvens com saudade de



(meus segredos são públicos, dançam vestindo plumagens coloridas)



nossas células morreram (aquelas). a memória fica em células que passam seus núcleos com a imagem daquele nosso beijo para outras células antes de morrerem? e se uma transmissão falhar? a lembrança terá gosto de saudade destemperada? sem rosto? sentirei que um beijo foi bom, mas já não saberei se foi o seu?

(seus achismos são sentenças grosseiras as nossas células sensíveis)



o estômago está vazio. sem combustível. não queimo. teria  sanidade deitada no seu peito? mas o meio, neste meio do dia, nesse meio da história, no meio do fim do mundo. no meio as estátuas dançam balé clássico: demi-plié para eternidade 

(espera repetida. insonia ao meio dia. o meio é insano: meio dia te amo no outro não sei)

não gosto da eternidade, ela é amante do tempo e ambos são taxativamente excludentes. são nossos inimigos, amor. eles ficam neste balé sem fim e aquele nosso beijo não significa nada para ambos. sádicos! confesso: morro de inveja do tempo e da eternidade. casal antipático. mas um dia a saudade de você não será mais minha

hoje olho para as nuvens e me sinto ausência. 


(mas às 18:05 espero você. no meio do meu meio do seu dia)






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