14.7.13

salamandra ondulatória

T. J. Scott
- estranha.
lambda lânguida
fio da navalha samba
salamandra manca

invocar teu gosto adormecido
na decadência do abandono  
em asfalto cadente

na cicatriz o verniz lascado
revela teu rosto 
o sol paralisante

(verdade overdose entrelinha nas tuas coxas)

quando fui tua cadela psicodélica 
sambava miúda em nota de mascate
sobre cova de serpentes raivosas

gosto dos cortes e da verdade
nas raxaduras da tua máscara
de cafetão do deserto

das rochas escaldantes
aos precipícios das tuas fendas
sal ama o doce dos teus olhos serpentinosos

serpentes voluptuosas no cio se contorcem
entre outras enroscadas em árvores com osteoporose 
viçando olhos parideiros de insetos mochos

sou o pó que você cheira 
e me faço inteira no latejo do teu pau viciado

salamandra manca
lambda lambe
tua orbita amante

não volte ao meu deserto 
com promessa de chuva:

aceito apenas inundações




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