28.10.15

nada, amor

foto ale safra - camburi/sp 

espuma-me maresia
mansa manhã sal
daquele mais merecia
o sol insana horda amante

mela-me onda turva,
que farol ventre amo
na espuma-pedra,
tempestade em balde de brinquedo,
o sol não clama

e se lançar-me teus cantos ondulados
: arranca essa rede dos meus cabelos
jogada para me afogar no asfalto
somos oceano e areia
em todo caso, nenhum se ergue parede

salina-me
mulher renque luamar
melanina aquele mais merecia
o sol na ponta da isca fisgar um mistério
há mais

14.10.15

ocos

dariusz klimcazak


orcas velhas apartadas do negro de si
brancas cinzas navegam desorientes

ratazanas ávidas pelejam em margens excludentes
passantes ignoram restos e realidades

orcas velhas e ratazana ávidas rasgam os dias
insistem resistem na mudez que não muda

inaudíveis náufragos afogam em canteiros plásticos
o amor é um pardal e doa-se às formigas vermelhas

o invisível é das forças mais brutais dos dias normais
e as palavras só dão conta se nada falam

o invisível roubou o negro das orcas velhas
o invisível roubou das ratazanas ávidas o dia

para o náufrago a rosa plástica tem o perfume da posse
mas nada sei sobre o suicídio do pardal



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