14.10.15

ocos

dariusz klimcazak


orcas velhas apartadas do negro de si
brancas cinzas navegam desorientes

ratazanas ávidas pelejam em margens excludentes
passantes ignoram restos e realidades

orcas velhas e ratazana ávidas rasgam os dias
insistem resistem na mudez que não muda

inaudíveis náufragos afogam em canteiros plásticos
o amor é um pardal e doa-se às formigas vermelhas

o invisível é das forças mais brutais dos dias normais
e as palavras só dão conta se nada falam

o invisível roubou o negro das orcas velhas
o invisível roubou das ratazanas ávidas o dia

para o náufrago a rosa plástica tem o perfume da posse
mas nada sei sobre o suicídio do pardal



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