1.8.17

ladylike junkie



conheci uma Bárbara. um tipo meio ladylike alcoólatra com sombras borradas. fantástica. melancolicamente elétrica. loucamente meiga. barbaramente sarcástica. e me apaixonei pelo tempo de um porre.
jurei amor eterno aos gritos, da janela do sétimo andar às 2 da manhã ao som do velho e afetado the doors.
Bárbara termina suas frases em inglês. as vezes fala tudo em inglês. não entendo nada. mas acho seus cabelos alaranjados excitantes como sua maquiagem decaída e a rosa na coxa direita. também as flores em aquarela nos braços ligadas em ramos pelas costas. ou os flocos de neve sobre o coração da pele tropical. ela bebe pra caralho e me deixa exausta. fala. fala. falta um tempo pra ouvir as poesias clichês que faria com seu nome. me droguei de Bárbara até a overdose. sem chance. e o amor finou.

Bárbara, Bárbara
como arde. tudo é demais
óh, não chame no telegram
deixe a gente pra lá, Bárbara


Takato Yamamoto

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